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Universidades, IFs e escolas públicas vão parar, nesta 4ª, dia 15

A partir das 15h, professores e servidores das universidades públicas, dos institutos federais e das escolas estaduais e municipais estarão reunidos em frente ao histórico e secular Ginásio Pernambucano


Universidades, IFs e escolas públicas vão parar, nesta 4ª, dia 15
Reprodução

Sindsep-PE

A rua da Aurora será o quartel general em Pernambuco, nesta quarta, dia 15, da luta em prol da educação brasileira. A partir das 15h, professores e servidores das universidades públicas, dos institutos federais e das escolas estaduais e municipais estarão reunidos em frente ao histórico e secular Ginásio Pernambucano para protestar contra o desmonte da educação e contra a reforma da Previdência, que atinge em cheio a classe trabalhadora, em especial os profissionais da educação.

Desde que assumiu o governo, em janeiro passado, o presidente Jair Bolsonaro ataca a educação pública. Nesses quatro meses, foram crises atrás de crises e um saldo de dois ministros despreparados para o  cargo. Primeiro Ricardo Velez Rodrigues, um conservador colombiano que de nada entende da realidade brasileira. Depois, Abraham Weintraub, um economista liberal ligado ao mercado financeiro e que tenta ser o coveiro da educação pública.

Em pouco mais de um mês no cargo, Weintraub anunciou o corte de 30% das verbas repassadas para as universidades públicas e institutos federais. Nesta segunda, dia 13, reitores das UFPE, UFRPE, IFPE e IF Sertão se reuniram com deputados federais para discutir o contingenciamento. Do encontro, saiu uma carta direcionada ao ministro Weintraub, na qual consta o impacto do corte das verbas, comprometendo o funcionamento das unidades de ensino. O ministro foi convocado para uma audiência pública na Câmara dos Deputados, onde será sabatinado.

“Nada justifica essa perseguição à educação pública. Mas a gente sabe que o único motivo para esse desmonte é beneficiar as instituições privadas de ensino e atender as orientações de Olavo de Carvalho, uma aberração ideológica, o guru do governo Bolsonaro”, pontua o coordenador geral do Sindspe-PE, José Carlos Oliveira. A paralisação de 24 horas desta quarta é uma prévia do que deve acontecer em junho, no dia 14, quanto o país deve parar, numa greve nacional da classe trabalhadora.

Reforma da Previdência

Nesta terça-feira, dia 14, economistas e especialistas de outras áreas de atuação se reuniram, no Congresso Nacional, para discutir a reforma da Previdência e denunciar os malefícios que a proposta irá trazer para o conjunto dos trabalhadores. Os participantes rebateram o discurso falacioso  do governo de que a reforma é necessária para gerar emprego e ajudar no crescimento do país. 

“No ano passado, prometeram que a reforma Trabalhista aumentaria a oferta de empregos, mas vemos hoje o oposto, o crescimento das taxas de desemprego. A reforma da Previdência também não resolverá a crise do Brasil”, comentou a economista Camila de Caso.
Prevista para ser votada entre junho e julho, a reforma da Previdência só será derrotada com o povo nas ruas. Por isso a necessidade de a população participar, em massa, da greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 14 de junho.






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