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SindGCT: Retornar ao trabalho presencial agora é desprezar a ciência

A entidade filiada à Condsef/Fenadsef tem compromisso com a vida e com a segurança dos servidores. A luta segue em defesa do desenvolvimento científico e tecnológico, e pela valorização de um Estado que busque construir um país justo


SindGCT: Retornar ao trabalho presencial agora é desprezar a ciência
Foto: Divulgação/SindGCT

Condsef/Fenadsef

O Sindicato Nacional de Gestores em Ciência e Tecnologia (SindGCT), que congrega servidores do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), do CNPq, da CAPES e de outros órgãos, entidade filiada à Condsef/Fenadsef, realizou um ato simbólico na Esplanada dos Ministérios, nesta terça-feira, 30, pela manutenção do trabalho remoto nesse momento em que as mortes por Covid-19 ainda aumentam em todo o Brasil, especialmente em Brasília, sede do sindicato e onde se concentram os servidores públicos da União. 

Roberto Muniz, presidente do sindicato e também da Associação dos Servidores do CNPq (ASCON), destacou em vídeo o objetivo do ato (veja abaixo). "Nós estamos trabalhando muito e mantendo as atividades de ciência e tecnologia no País, trabalhando de modo remoto, em casa, seguindo as orientações de isolamento social recomendadas por especialistas da Organização Mundial da Saúde", declarou. Para o representante dos trabalhadores da carreira de C&T, ficar em casa neste momento é defender a vida. "Vamos defender a vida ficando em isolamento social. O ministério não pode ignorar as recomendações imanadas da ciência, vindas de especialistas", criticou Muniz.

Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT-DF, também participou da mobilização em frente ao MCTI e disse que este é um momento importante de luta em defesa da vida e da saúde. "Este ministério é responsável por nos produzir conhecimento. Não podemos colocar os servidores desse ministério em risco. A CUT está aqui para poder dizer 'não' à volta ao trabalho presencial, em defesa da vida dos trabalhadores e de todos os seus direitos", reforçou.

Momento de incertezas

O Distrito Federal, como diversas unidades federativas do Brasil, testemunha aumento dos casos de Covid-19. Apesar dos dados oficiais, o governador Ibaneis Rocha (MDB), aliado do presidente Jair Bolsonaro, disse nesta semana ao jornal O Estado de S. Paulo que quer reabertura sem restrições do comércio. A declaração foi dada no mesmo dia em que o governante decretou Estado de Calamidade Pública no DF. Mesmo com a situação preocupante, Ibaneis desviou de sua responsabilidade ao comentar que "não adianta colocar o sofrimento dos outros sobre suas costas". De acordo com o jornal, baseado em dados do governo local, estão ocupados 91,32% dos 219 leitos de UTI para a covid-19 da rede privada. Os hospitais públicos têm 61,4% dos 500 leitos ocupados.

"Exatamente por esses dados concretos é que criticamos soluções simples e apressadas, que colocam a perder todo um esforço social e econômico de isolamento social e prevenção que vinha sendo feito até o momento", afirma nota do SindGCT. "A flexibilização do isolamento social só deve ocorrer quando o número de contagiados e de mortos apresentem uma estagnação ou decréscimo. Assim se comportaram diversos países que foram atingidos pela pandemia antes do Brasil", defende a entidade.

Compromisso

A Condsef/Fenadsef e o SindGCT têm compromisso com a luta pela vida e pela segurança dos servidores e de suas famílias. As entidades seguem em defesa do desenvolvimento científico e tecnológico, na valorização de um Estado que busque construir um país mais justo e igualitário. "Estamos trabalhando e vamos continuar trabalhando remotamente, cumprindo com nossas atividades e em segurança", declara o sindicato.






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