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Servidores se reúnem e debatem propostas de candidatos a Presidência para setor

Campanha tem sido marcada por declarações polêmicas sobre serviço público do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, do seu vice, general Mourão e também do economista apontado como seu provável ministro da Fazenda, Paulo Guedes


Servidores se reúnem e debatem propostas de candidatos a Presidência para setor
Foto: Imprensa Condsef/Fenadsef

Condsef

A Condsef/Fenadsef junto com outros representantes de servidores federais, incluindo o Fonasefe, Fonacate e também servidores estaduais realizaram ontem, no Teatro Dulcina, em Brasília, uma plenária onde discutiram o fortalecimento da unidade e mobilização da categoria. Em pauta também a preocupação com declarações do candidato do PSL ao 2o turno da Presidência da República, Jair Bolsonaro. Não só o candidato como também o vice em sua chapa, general Mourão, e o economista Paulo Guedes, apontado como possível ministro da Fazenda, têm dado declarações polêmicas sobre o setor público.

Em uma delas, Bolsonaro aponta servidores como problema principal da Previdência, além de defender fusão e extinção de ministérios. O candidato já declarou também que considera fiscalização do Ibama "xiita" e que Ministério Público do Trabalho obstrui a economia. Seu vice, general Mourão, já declarou que apoia fim da estabilidade no serviço público. Paulo Guedes - apontado como possível ministro da Fazenda do candidato - declarou que intenção para o setor público é "privatizar tudo". Bolsonaro também declarou que pretende acabar com as incorporações (que incluem gratificação), além de ter votado como deputado federal a favor da Emenda Constitucional (EC) 95/16, conhecida como a PEC do Teto, que congela investimentos públicos por 20 anos.

Fernando Haddad, que concorre com Bolsonaro no 2o turno a preferência do eleitorado, já declarou em carta encaminhada à Condsef/Fenadsef compromisso com a revogação da EC 95/16. Haddad destaca ainda que pretende suspender a política de privatização de empresas estratégicas para o desenvolvimento e soberania nacional. Na carta à Confederação Haddad ainda fala sobre a intenção de qualificar setor público com concursos, conter a privatização e a precarização do setor investindo na profissionalização e valorização do servidor.

Outro ponto de seu plano de governo trata da defesa do SUS e continuidade da luta por sua implantação como direito social de todo o povo brasileiro e dever do Estado. Cita o aumento progressivo de recursos para setores como a Cultura, Ciência e Tecnologia, Agricultura, Pesca e outros. A retomada de recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do pré-sal para saúde e educação também aparece como preocupação. 

Confira quadro comparativo com propostas dos candidatos para o setor público.

A plenária contou com a presença da deputada federal Erika Kokay que teve seu mandato renovado por mais 4 anos pelo voto popular. A defesa dos serviços públicos com valorização dos servidores segue fundamental com o cenário de sucateamento ainda mais ameaçado com discursos que atacam o setor. A revogação da EC 95 segue unificando diversas categorias de todas as esferas e é uma prioridade.

Sobre a reforma da Previdência é preciso atenção desde já. Michel Temer chegou a anunciar em redes sociais que pretende tentar aprovar a PEC da Previdência logo após as eleições. Os servidores seguem atentos e reforçando a mobilização em torno de suas pautas para seguir na defesa dos direitos da categoria e por serviços públicos a que a população tem direito constitucional.






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