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Servidores LGBTQIA+ manifestam seu orgulho de ser

Em comemoração à data especial, trabalhadores e trabalhadoras da Administração Pública federal destacam que a luta pela diversidade também faz parte das reivindicações da categoria


Servidores LGBTQIA+ manifestam seu orgulho de ser
Foto: Condsef/DR

Condsef/Fenadsef

28 de junho é Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. A data foi assim batizada em memória à violência sofrida em Stonewall, bar estadunidense frequentado por LGBTQIA+ que em 1969 foi invadido pela polícia em ato violento e censório. A tragédia marcou a história da luta por direitos LGBTs e mobilizou milhares de pessoas a se engajarem nesta batalha por igualdade. Falar sobre proteção de LGBTQIA+ significa necessariamente olhar para as políticas públicas especiais e, consequentemente, para os servidores públicos engajados na inclusão social. A Condsef/Fenadsef reforça seu compromisso pela liberdade de ser e pela valorização da diversidade, posicionando-se contra qualquer tipo de preconceito e opressão. Se junho é mês de orgulho, a Confederação vibra a existência de seu Coletivo LGBTQIA+.

Uma das integrantes do Coletivo, Dandara Oliveira destaca que o Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo em números absolutos. Em vídeo, a diretora do Sindsep-MG homenageou uma companheira trans morta em detrimento da Covid-19 em São Paulo e destacou a situação de vulnerabilidade a qual muitas pessoas trans estão sujeitas no País. Amanda Marfree estava atuando na assistência social, entregando cestas básicas a necessitados e morreu aos 35 anos, confirmando a triste expectativa de vida de pessoas trans no Brasil. Assista ao vídeo de Dandara e saiba mais sobre a história de Stonewall:

Outro servidor a se manifestar sobre a data foi Carlos Henrique, diretor do Sintrasef. "Há consenso geral na comunidade científica que a orientação sexual das pessoas não é uma escolha, mas, sim, uma condição. Também não é uma doença", declarou em vídeo. Carlos ressaltou que, desde a década de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação internacional de doenças. "Há leis para assegurar a liberdade sexual. Ainda assim, o Brasil, segundo o relatório da Associação de Gays e Lésbicas, ocupa o primeiro lugar em homicídio LGBTI+ na América", denunciou. Confira no vídeo enviado por Carlos Henrique à Condsef/Fenadsef:

Elaine Leone, presidente do Sindicato de Enfermeiros do Estado de São Paulo e coordenadora do Movimento LGBTQIA+ da Internacional dos Serviços Públicos (ISP) defende as políticas públicas para a população. "A luta tem que continuar. Não é a pandemia que vai nos enfraquecer. Precisamos lutar mais para o mundo ficar mais igualitário e democrático", comentou. Elaine criticou o governo fascista de Jair Bolsonaro e destacou a necessidade de união neste momento, contra a pandemia e contra a atual gestão. "Estamos mostrando que o amor nesta pandemia está fazendo a diferença", afirmou. Veja abaixo vídeo de Elaine sobre a data do orgulho LGBT:

Para a Condsef/Fenadsef, não há descanso enquanto houver injustiças e exclusões no País. A luta por um Estado Forte também diz respeito à população LGBTQIA+, uma vez que políticas públicas conquistadas historicamente para a comunidade estão em desmonte, sofrendo ataques do atual governo Bolsonaro. A Confederação segue na luta em defesa dos cidadãos e cidadãs LGBTQIA+ que precisam de uma nação operante e políticas públicas que abarquem suas necessidades. Fora, Bolsonaro, fora, Mourão, e levem a LGBTIfobia com vocês!






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