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Entidades do serviço público formalizam reivindicações ao Ministério da Economia

Ministro Paulo Guedes se recusou a receber os sindicalistas que protestavam contra a Reforma Administrativa. Atividade marcou o Dia de Luta do Funcionalismo


Entidades do serviço público formalizam reivindicações ao Ministério da Economia
Foto: Sindsep-DF

Condsef/Fenadsef

Em ato na manhã desta quarta-feira, 24, Dia de Luta do Funcionalismo, servidores e empregados públicos dos três poderes protestaram em frente ao Ministério da Economia (bloco P) contra a proposta de Reforma Administrativa, com o objetivo de se fazerem ouvir e de conscientizar a população sobre os riscos da PEC 32. A atividade, organizada pelo Sindsep-DF, contou com a presença de representantes de mais de 10 entidades representativas do funcionalismo público, entre elas a Condsef/Fenadsef.

O Secretário-geral da Confederação e representante do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), Sérgio Ronaldo da Silva, lembrou na ocasião que os trabalhadores da administração pública estão com salários defasados em 46,2%, uma desvalorização crescente que se aprofunda desde 2010. "Enquanto isso, mais de R$ 8 bilhões são previstos para reestruturação de carreira dos militares, mas quem mantém a pátria é o conjunto de servidores", discursou Silva.

O ato tinha como ação direta a entrega das pautas da categoria ao ministro da Economia Paulo Guedes, mas nenhuma autoridade recebeu as entidades. A ausência evidencia o desrespeito do ministro com os trabalhadores do País. O documento unitário dos servidores e empregados públicos, construído em conjunto pelas entidades que compõem o Fonasefe, foi protocolado por Sérgio Ronaldo. [Confira o ofício na íntegra]

As reivindicações ao governo incluem, além da reposição salarial, da valorização do patrimônio público e da garantia de vacinação ampla para todos, a defesa dos direitos previdenciários, a liberdade de organização e manifestação, o direito de liberdade de expressão e a reafirmação de acordos feitos em gestões anteriores, que devem ser mantidos.

Em defesa da nação

Diretora do Sindsep-MG e Secretária de Administração da Condsef/Fenadsef, Jussara Griffo mencionou que a pauta da categoria não se resume à questão salarial, mas à proteção da sociedade inteira. "O fortalecimento do serviço público é o fortalecimento do Estado brasileiro. O governo Bolsonaro é genocida, sim, porque assassina o Estado brasileiro. Quem está salvando este País é o servidor público", afirmou.

Edison Cardoni, Secretário de Assuntos Jurídicos, Parlamentares e de Classe, denunciou que o orçamento em discussão hoje no Congresso prevê retirada de recursos da Saúde e da Educação, destinando 20% da parte discricionária do orçamento para as Forças Armadas. "Para quê?", perguntou. "A Reforma Administrativa vai piorar a situação. Não se trata de retirar privilégios porque servidores não têm privilégios. O combate dos servidores é um combate em defesa da nação brasileira", destacou.

A atividade foi transmitida ao vivo pelo perfil do Facebook do Sindsep-DF (assista e compartilhe aqui). À noite, a Frente Parlamentar Mista do Serviço Público realizou debate online ao vivo, inicialmente previsto para acontecer pela TV Câmara, com a participação de parlamentares, lideranças e representantes de entidades sindicais. (Confira aqui)

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