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Bolsonaro reedita Collor e chama serviço público de "fábrica de marajás"

Candidato falou em entrevista à TV Bandeirantes que considera o funcionalismo público o "grande problema" da Previdência no Brasil


Bolsonaro reedita Collor e chama serviço público de
Imagem: Blog do Esmael

Condsef

Reeditando discurso de Fernando Collor, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista à TV Bandeirantes, noticiada também no Valor Econômico, que considera o funcionalismo público o "grande problema" da Previdência no Brasil. Bolsonaro disse que nesse setor há uma "fábrica de marajás". Vale lembrar que no Executivo, onde está a maioria dos servidores federais, várias reformas já foram aplicadas retirando direitos constitucionais dos servidores.

Para a Condsef/Fenadsef o ataque aos servidores e serviços públicos como problema não é novidade e sim um discurso ultrapassado que precisa seguir sendo combatido. Uma sociedade com justiça social e economicamente forte passa pela necessidade de garantir serviços de qualidade e um Estado que invista com responsabilidade no setor público a começar pela revogação da Emenda Constitucional (EC) 95/16, que congela investimentos públicos por 20 anos.

Em carta à Condsef/Fenadsef o outro candidato em disputa, Fernando Haddad, se comprometeu com a revogação da emenda e com o combate a privatização e a precarização no serviço público.

Resistência

O secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva, destacou que é preciso aguardar o resultado que virá das urnas no próximo dia 28. No entanto, qualquer que seja o cenário, a entidade reafirma que continuará resistindo aos ataques a direitos e defendendo investimentos necessários e urgentes para um setor público que atenda as demandas da sociedade brasileira. “Somos uma categoria que seguirá organizada e vamos continuar lutando por servidores valorizados e serviços públicos eficientes como fizemos em todos os cenários desde nossa fundação”, disse. Fundada em 1990, a Condsef passou pelos governos Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma e período Temer sempre com a mesma disposição de luta. 






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