PAUTA
EMERGENCIAL DE REIVINDICAÇÕES DOS SERVIDORES
DO MINISTÉRIO DA CULTURA
A negociação no Ministério da
Cultura passa pela imediata instalação da Mesa Setorial
de Negociação Permanente - MNNP, conforme acordo entre
o governo e as entidades sindicais nacionais, reunidas na Mesa Nacional
de Negociação Permanente (DOU de 27/06/2003 e 22/07/2003)
cuja proposta de Regimento se encontra em anexo.
1. Extensão emergencial da Tabela Salarial
vigente na Fundação Casa de Rui Barbosa a todos os
servidores do Ministério da Cultura.
O momento salarial dos servidores da Cultura beira
o desespero. Pertencentes ao PCC - Plano de Cargos e Carreiras da
União, têm amargado uma longa jornada sem reajustes
salariais ou correção de tabela. Excepcionalmente,
só a Fundação Casa de Rui Barbosa conseguiu,
em função da iniciativa de seus dirigentes, incorporar-se
a uma outra Carreira cuja tabela salarial e outros agregados trouxeram
aos servidores um certo alívio diante da política
salarial adotada pelos governos anteriores.
Um estudo comparativo entre as tabelas foi elaborado, verificando-se
discrepâncias da ordem de 90% para o nível superior
e 35% para o nível intermediário. Esses números,
levados a 1997, época em que a Fundação Casa
de Rui Barbosa incorporou a tabela, mostram o sacrifício
imposto aos demais servidores do Ministério.
As entidades sindicais do Ministério da Cultura propõem
a extensão da tabela salarial da Fundação Casa
de Rui Barbosa, emergencialmente, aos demais servidores ativos,
aposentados e pensionistas, enquanto se busca uma forma definitiva
de solucionar a questão, através da implantação
de um Plano de Carreira para a Cultura.
Evidente que a proposta final a ser encaminhada pelo Ministério
deve ser o consenso entre as entidades sindicais e o governo para
que não haja prejuízo ao encaminhamento e à
efetivação do processo de negociação
coletiva.
2. Plano de Saúde
A situação salarial dos servidores
do Ministério da Cultura é tão crítica
que muitos estão se desvinculando do Plano de Saúde
por não terem condições de arcar com tais custos.
Os servidores da Cultura e suas famílias não podem
ficar descobertos naquilo que é mais fundamental: sua saúde.
As entidades sindicais propõem uma intervenção
emergencial do Ministério da Cultura para conseguir uma verba
adicional para o Plano de Saúde, recuperando a relação
anterior de participação institucional de 80%, enquanto
o governo põe em prática o novo modelo de assistência
à saúde para os servidores públicos em geral.
3. Plano de Carreira
O Ministério da Cultura precisa de um Plano
de Carreira que dê conseqüência ao desenvolvimento
institucional e à valorização do quadro funcional.
O governo e as entidades sindicais na Mesa Nacional de Negociação
Permanente estão concluindo as Diretrizes Gerais de Carreiras
até o mês de dezembro de 2003.
As entidades sindicais propõem que o Ministério da
Cultura coloque imediatamente, no âmbito da Mesa Setorial
de Negociação Permanente, a elaboração
do Plano de Carreira, de forma que este seja implantado ainda no
primeiro semestre de 2004.
4. Política Institucional
A reestruturação do Ministério
da Cultura, em curso, deve contar, de forma efetiva, com a ampla
participação dos servidores. O principio da participação
democrática deve nortear o projeto de políticas públicas
do Estado para a Cultura.
As entidades sindicais propõem que o Ministério da
Cultura coloque imediatamente, no âmbito da Mesa Setorial
de Negociação Permanente, a discussão e a elaboração
do modelo institucional.
5. Concurso Público
O número de servidores existentes hoje não
é suficiente para o bom exercício das atividades necessárias
do Ministério. A recuperação institucional
a partir do corpo funcional permanente é fundamental para
a consolidação de políticas públicas
do Estado para a Cultura.
As entidades sindicais propõem que o Ministério da
Cultura coloque imediatamente, no âmbito da Mesa Setorial
de Negociação Permanente, a efetivação
do Concurso Público previsto no orçamento de 2004,
de acordo com a reestruturação institucional, para
dar fim ao processo de terceirização e contratação
temporária em vigor.
6. Política de Benefícios
Os servidores do Ministério da Cultura realizam
atividades de natureza específica, visualizadas na reformulação
institucional em andamento, o que impõe a necessidade de
uma política de benefícios correspondente que ampare
e valorize o corpo funcional.
As entidades sindicais propõem que o Ministério da
Cultura coloque imediatamente, no âmbito da Mesa Setorial
de Negociação Permanente, a discussão e definição
dessa política de benefícios.
7. Condições de Trabalho
Os servidores do Ministério da Cultura trabalham
hoje em condições precárias, seja pela ausência
de procedimentos de segurança e higiene do trabalho, seja
pelas condições de insalubridade, periculosidade e
de penosidade que, até o momento, não foram regulamentadas,
nem mesmo observadas, em contrário ao previsto no RJU.
As entidades sindicais propõem que o Ministério da
Cultura coloque imediatamente, no âmbito da Mesa Setorial
de Negociação Permanente, a elaboração
dos procedimentos e a regulamentação da legislação
correspondente.
8. Anistiados
A luta pelo retorno dos demitidos do governo Collor
encontra eco nas decisões e ações governamentais,
porém esse ciclo precisa ser finalizado. Em pleno governo
eleito pelos trabalhadores, reticências ou protelações
são inadmissíveis. O Estado não pode prescindir
desses servidores
As entidades sindicais propõem que o Ministério da
Cultura atue diretamente nos órgãos competentes do
governo para dinamizar a efetivação do retorno dos
demitidos.
CONDSEF
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